sábado, 10 de agosto de 2013

Planeta gelado? Nada: E.D.N. III vai ferver seu console com suspense e ação

Correndo por fora dos grandes blockbusters que vão aportar nas prateleiras neste quentíssimo final de ano – incluindo GTA 5, Beyond: Two Souls,Battlefield 4, Call of Duty: Ghosts, entre outros –, há um jogo que é gelado só na concepção: Lost Planet 3. Metáforas à parte, o gélido planeta E.D.N. III trará uma fervura acima de nossas possíveis expectativas.
Além da prévia que o BJ fez após ter botado as mãos no game da Capcom na E3, jogamos, nesta sexta-feira, uma versão estendida da sequência da desenvolvedora. E acredite: o jogo vai superar expectativas e definitivamente entrará na já imensa lista de aquisições deste ano. A versão testada foi a de PS3.
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Sombra de Lost Planet 2? Não: é outro jogo
Lost Planet 3 se desvencilha completamente de algumas mecânicas apresentadas nos dois primeiros games e adota um sistema muito mais moderno, robusto e inteligente. O jogo parece até um renascimento da franquia e pode ser perfeitamente inteligível sem que o jogador tenha experimentado os dois primeiros games – principalmente o 2, que foi um divisor de águas nas opiniões dos leitores e da mídia.
Como já sabemos, a trama se passa antes do primeiro Lost Planet, ou seja, é uma prequel. Mas não é sob o escudo dessa justificativa que Lost Planet 3 esbanja carisma: é por todos os recursos que um polpudo game do gênero traz reunidos de forma harmoniosa e natural.
Essencialmente, a sequência é um jogo de ação, mas há pitacos de RPG e de “rampage”, isto é, um senso de destruição que se apodera do jogador quando ele entra nas “mechs”, traduzidas no jogo como “mecanotriz”, os robôs bípedes que o jogador pode controlar. Essa talvez seja a mudança mais brusca notável logo de cara – e esse salto é positivo.
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As mecanotrizes: mudança de perspectiva para a primeira pessoa
Conforme discorrido em nossa prévia anterior da E3, as mecanotrizes são, na verdade, ferramentas de trabalho. Os enormes robôs bípedes teoricamente são utilizados para perfurar terrenos rochosos e outras superfícies em busca de minérios e detritos. Portanto, esses seres metálicos colossais, sempre controlados pelo carismático protagonista Jim Peyton, usam uma broca gigante e, naturalmente, possuem braços que têm a extensão de sua altura. Tamanho é documento? É, oras, pois essa imponência toda pode e deve ser usada em combate.
Ao embarcar em uma mecanotriz, a perspectiva muda para a câmera em primeira pessoa. Essa modificação praticamente “zera” o conhecimento prévio que tínhamos das mechs dos dois primeiros jogos. O grau de imersão é outro e há um senso de poder absurdo, pois os robôs bípedes têm a altura de um arranha-céu. As pessoas viram “formiguinhas” e as eventuais criaturas, vulgo Akrids, se tornam partículas minúsculas aos olhos do jogador. É como brincar de Deus por alguns minutos.
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Arsenal de respeito: a volta do gancho e upgrades
Tudo o que você aprendeu em Dead Space, Resident Evil 4 e talvez Gears of War vai ser colocado em prática aqui. Lost Planet 3 bebe das melhores fontes do terror – sim, você leu corretamente, o jogo está com uma abordagem de suspense muito maior – e da ação. Mas vejam: essa é uma ótima notícia. Ter inspirações de renome como os games citados e criar algo novo a partir dessa miscelânea de ideias resulta em algo bonito de se ver e agradável de jogar. É por isso que Lost Planet 3 praticamente se desvincula dos dois anteriores – respeitando a essência existente – e marca uma reinvenção para a franquia.
As armas que o protagonista Jim Peyton encontra ao longo da rebuscada trama podem receber upgrades e ter aumento na capacidade de munição, melhorias no coice, robustez na empunhadura etc. As lojas estão estrategicamente alocadas para o jogador se deliciar nas possibilidades e implementar diversas traquitanas ao arsenal. Qualquer vaga lembrança do mercador de Resident Evil 4 é mera coincidência – e que coincidência do bem.
Nesses trechos, o sistema se aproxima de um RPG americano. A mecanotriz também tem direito a upgrades e pode aumentar seu poderio com o tempo. Quem diria que uma máquina teoricamente voltada ao uso braçal poderia se transformar num sistema com poder de combate militar? É uma das discussões que o jogo coloca em nossa reflexão no caprichado e bem amarrado trabalho de roteiro.
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O gancho, marca registrada da série, está de volta, mas seu uso é providencial e o acessório só será requisitado nos momentos oportunos. Ou seja, nada de ficar sambando aleatoriamente para lá e para cá como em Just Cause 2 (que bebeu da fonte de Lost Planet, vale ressaltar). Quando a arquitetura exigir uma escalada mais ousada, o gancho será habilitado. A observação meticulosa é um elemento fundamental em Lost Planet 3.
Textos em português: resgate de gírias, expressões e muito humor
“Deixa que eu faço essa parada aí”; “Caraca!”; “Eu quis vir para cá, mas fiquei com um pé atrás, tá ligado?”. Sentiu-se familiarizado? Nós também. Perceber o competente trabalho de localização para o nosso idioma fez sentir orgulho de jogar Lost Planet 3 e constatar que nosso mercado está apenas vendo a ponta do iceberg em trabalhos assim.
Várias expressões e gírias foram resgatadas em conversas típicas e descompromissadas que temos em nosso dia a dia. E é exatamente isso que o game tem: aqui, não há uma busca por redenção ou vingança. Jim Peyton é um modesto freelancer que viajou ao inóspito E.D.N. III para alavancar a carreira e atuar como explorador braçal em busca de minérios e recursos que podem resolver complicações climáticas no nosso planeta anfitrião, a Terra. Enfrentar as aberrações da natureza não são exatamente as atribuições de Peyton – mas o destino do protagonista resguarda muito mais que isso.
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Reconsidere sua lista
Lost Planet 3 fará com que os holofotes se desviem um pouco dos outros hits deste fim de ano e certamente conquistará a atenção da comunidade. A forma pela qual o game conduz o jogador a diversas atmosferas diferentes não deixa a peteca cair em momento algum e mantém a empolgação em alta.
Lembre-se do primeiro Lost Planet, desligue-se um pouco de Lost Planet 2 e você terá o melhor resgate da essência originalmente disseminada pela franquia da Capcom.
Lost Planet 3 será lançado para PlayStation 3, Xbox 360 e PC no dia 27 de agosto.

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